Categoria: (Espaço Aberto, Uncategorized) Por: Barban em 11-01-2010
Hoje no Espaço Aberto um texto de um grande amigo, Eduardo Gugelmin:
Violência, drogas,… loucura do homem; fonte da luta humana.
Primeiramente agradeço ao Gabriel Barban por ter me convidado a escrever nesse blog, na realidade esse é o meu primeiro contato com o site, e, como de costume, tratei de conhecê-lo, lendo rapidamente os textos já publicados. Muitos temas já foram abordados no blog, e, diga-se de passagem, todos foram muito bem articulados!
O tópico que venho discutir está indiretamente ou diretamente relacionada àqueles ja escritos, e, talvez, a Loucura do homem, e a típica fôrma moldadora da sociedade sejam sua causa e consequência, não importando a ordem; mas sei que o egocentrismo do próprio altruísmo(sim, há egocentrismo no altruísmo, quando suas ações são centradas no “eu”) demonstra quão o homem está longe de se desenvolver para a criação de uma sociedade mais justa e igualitária, pois as ações do indivíduo não devem ser tomados simplesmente para a satisfação pessoal, ou ainda, o cumprimento de um dever social. Desculpem-me a repetição de palavras utilizadas por outros que já escreverem no blog, mas julgo-as essenciais para a fluidez do texto.
À medida que criamos cidadãos distantes de uma ética social (creem, vivemos numa sociedade), ocorre o alastramento da violência e consequente crescimento de sua banalização e da utilização indiscriminada de drogas, temas que venho aqui discutir.A crescente onda de caos e violência são, ultimamente, retratadas mais como o cotidiano das grandes cidades do que um problema público, alimentado pela negligência governamental. E o tráfico de drogas resume-se como uma escolha de fonte rentável para financiar a violência, ou seja, a desarticulação do tráfico não irá resultar no fim do crime organizado, contudo causará uma grande desarticulação, enfraquecimento e menor poder de recrutamento.
O crime organizado é um amplo mundo envolvido por uma hierarquia poderosa, responsável por gerenciar atividades como jogos ilícitos, contrabando, extorsão, sequestro e tráfico de armas. Contudo com a legalização e regulamentação do tráfico, a capacidade do crime de absorver jovens traficantes, seduzidos pela vida dinâmica (ponha dinâmica nisso) abastecida pelas drogas e pelo lucro gerado do tráfico, diminuiria.
Logo, criando-se uma interrupção da reprodução do crime sobre favelas e por todas as cidades da nação, mesmo que por um intervalo de tempo pequeno, até que as facções escolham outras fontes primárias para financiar o esquema da violência e corrupção, o Estado poderá intervir em áreas decadentes, frutos da macrocefalia urbana, marcada pela ausência do Estado e, portanto, aunsentes de programas de saúde, educação, segurança e infra-estrutura.A recente invasão dos morros do Rio de janeiro para a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora pela polícia carioca, iniciou-se com a ocupaçao na Ladeira dos Tabajaras, entretanto isso resultou em uma mudança dos criminosos para o Complexo do Alemão, demonstrando que deve haver uma ação conjunta de toda a polícia para uma intervenção total nos morros, impedindo que haja tempo para a reorganizaçao dos traficantes.
Criando-se um programa que envolva a legalização das drogas pela justica criminal, a remodelação das periferias por Prefeituras Municipais, Governos Estaduais e órgãos do planejamento público, criação e melhoria de postos de atendimentos de saúde, ampliação de escolas e investimentos em áreas esportivas pelo sistema de educação e ações conjuntas da polícia ou até mesmo de forças militares para desarticularem a pirâmide da hierarquia criminal, o Brasil mostrará se possui verdadeiras condições de estar no BRIC por mérito, ou se realmente a letra B, de Brasil, foi utilizada, como dizem, simplesmente para ajustar a pronúncia desagradável de RIC.Todavia, sabe-se da dificuldade de se articular imensos poderes públicos com uma única finalidade, e muitos apontam para que a legalização das drogas, além de ser impensável, causaria sérios problemas de saúde pública. Entretanto vale-se lembrar de que o proibicionismo cresceu o consumo, a corrupção e o tráfico, ou seja, legalizando as drogas, no mínimo, o Estado poderá tratar os viciados não mais como traficantes, o que amplia sua possível entrada na carreira criminal.
Muitos devem entender as suposições citadas como utópicas, mas se houver uma articulação social para a solução do problema, mesmo que mínina, a realidade de muitos habitantes poderá melhorar, e, talvez, a loucura humana sirva realmente para alguma coisa, acreditar no utópico.
“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.
Eduardo GaleanoEduardo Gugelmin
Ótimo texto Eduardo, muito obrigado pela sua contribuição com o blog.
Já que não saio muito do ADM do blog, comentarei aqui. Alguém me responde pq esse cara não para de joga boliche e se candidata para um cargo público, presidente de preferencia xD. O texto tá excelente, parabens Du
*O conteudo expresso nesta coluna, bem como os dados ou fatos mencionados na mesma são de total responsabilidade de seu(s) autor(es)
Barban & Nicko






